1. Introdução e Legado Institucional
O Instituto Empreendedor do Futuro (IEF) consolida, neste documento, uma trajetória de mais de 13 anos dedicados à identificação e ao desenvolvimento de talentos latentes nas periferias de São José dos Campos. A instituição surgiu da percepção de que a inteligência, embora distribuída de forma equânime na população, não encontra as mesmas oportunidades de florescimento em contextos de vulnerabilidade socioeconomica. Desde 2012, o IEF atua como um catalisador de mobilidade social, utilizando a educação de alto nível como ferramenta de emancipação.
Nossa atuação em São José dos Campos não é fortuita. Situada no coração do maior polo aeroespacial da América Latina, a cidade apresenta um cenário de contrastes profundos: de um lado, instituições de excelência mundial como o ITA e a Embraer; do outro, jovens com capacidades cognitivas extraordinárias que, por falta de diagnóstico e suporte, não conseguem atravessar as barreiras invisíveis da desigualdade. O legado do IEF é justamente a construção dessa ponte, transformando o potencial bruto em capital intelectual aplicado.
Ao longo de nossa história, evoluímos de uma iniciativa de reforço escolar para um Hub de Talentos estruturado sob metodologias de gestão social moderna. Entendemos que o papel da organização social contemporânea deve ir além da filantropia paliativa; ela deve atuar na gestão de ativos humanos. Este documento norteador serve para que a equipe de gestão local mantenha a unidade de propósito, assegurando que o rigor metodológico caminhe de mãos dadas com o impacto social profundo.
Fundamentamos nossa existência na tese de que o desenvolvimento de um país passa pela capacidade de aproveitar seus recursos humanos mais brilhantes. Quando um jovem com Altas Habilidades ou desempenho superior é negligenciado, o custo de oportunidade para a nação é imensurável. O IEF assume, portanto, a missão de mitigar esse desperdício, operando com a eficiência de uma startup e a profundidade de um instituto de pesquisa em neuroeducação.
O IEF não opera apenas como uma Organização Social com foco em educação, mas como um mecanismo de eficiência sistêmica. Acreditamos que a inteligência é um recurso estratégico nacional. Ao retirarmos o adolescente da inércia, não beneficiamos apenas um indivíduo, mas movimentamos toda a economia local. Nossa tese de impacto é validada pelo sucesso contínuo de nossos egressos nas melhores universidades do país.
Nosso legado em São José dos Campos é mensurável através da densidade de líderes que estamos formando. Cada aluno que ingressa nas grandes universidades do país e no exterior vindo de um projeto IEF é a prova cabal de que o mérito, sem o suporte adequado, é uma falácia estatística. O IEF fornece o "chassi" onde o motor da inteligência pode, finalmente, acelerar com segurança e propósito.
Em 2026, nosso objetivo é escalar essa metodologia, consolidando o Hub como o principal centro de referência em Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD) da região. Este capítulo define que a gestão deve ser implacável na manutenção da excelência, tratando cada vaga no instituto como um investimento de alto retorno social e económico para o ecossistema joseense.
Por fim, a introdução deste Master Plan estabelece que o IEF é um organismo vivo. Aprendemos com os dados de 13 anos para desenhar o futuro das próximas décadas. A equipe de gestão deve olhar para este legado como um compromisso ético: não podemos permitir que a inteligência da nossa cidade seja perdida por falta de método, visão ou recursos financeiros.
2. Identidade Estratégica e Fundamentação Teórica
Nossa missão é identificar e desenvolver de forma plena adolescentes neurodivergentes (AH/SD) e/ou alunos com alto desempenho escolar em situação de vulnerabilidade, capacitando-os como líderes e empreendedores capazes de transformar a realidade sistêmica. Esta definição é amparada no Modelo dos Três Anéis de Joseph Renzulli, que postula que a superdotação resulta da interação entre capacidade acima da média, criatividade e comprometimento com a tarefa. No IEF, tratamos o "alto desempenho" como o ativo principal de mobilidade social.
A fundamentação pedagógica do Instituto também bebe da Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner, reconhecendo que o potencial humano se manifesta em múltiplas dimensões (lógica, linguística, espacial, intrapessoal, entre outras). Compreendemos que a inteligência é um fenómeno multifacetado que exige um "ambiente enriquecido" para se manifestar plenamente. O Hub de Talentos IEF funciona como esse laboratório de estímulos, onde o currículo é expandido por atividades de enriquecimento Tipo I, II e III (Renzulli).
Nossa visão para 2026 é estabelecer São José dos Campos como o epicentro de excelência em capital humano do Brasil, convertendo a inteligência periférica em liderança para o polo tecnológico nacional. Aspiramos ser o elo que conecta a capacidade analítica da base da pirâmide às demandas de alta complexidade do mercado global. Este posicionamento exige que a organização seja percebida não como assistencialista, mas como parceira estratégica do ecossistema de inovação joseense.
O pilar da "Neurodiversidade como Ativo" é fundamentado na sociologia de Judy Singer, que propõe que as variações no genoma humano, incluindo a AH/SD, devem ser respeitadas como diferenças sociais legítimas. No IEF, a superdotação é vista como uma vantagem competitiva social; um cérebro de alta frequência que, se bem direcionado, resolve problemas sistêmicos complexos. Retiramos o peso da "anormalidade" e colocamos a honra da "capacidade produtiva".
A dialética do "Rigor e Afeto" sustenta nossa prática. Baseamo-nos no conceito de Vygotsky sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), onde o mentor atua para levar o aluno ao seu máximo potencial através do desafio constante, amparado por suporte emocional. O rigor acadêmico garante a competitividade técnica, enquanto o afeto blinda o adolescente contra a síndrome do impostor e o burnout escolar, comuns em AH/SD.
O compromisso com o protagonismo ético baseia-se na Teoria da Autoeficácia de Albert Bandura. Acreditamos que o indivíduo só se torna um agente de mudança quando desenvolve a crença firme na sua capacidade de produzir resultados. O IEF trabalha para que o aluno transite da posição de "objeto de caridade" para "sujeito de transformação". Através de projetos reais, o adolescente aprende que sua inteligência é uma ferramenta ética de intervenção na sociedade.
Definimos o Empreendedorismo de forma ampla: como o ato de assumir a responsabilidade pela transformação da realidade. Esta visão, inspirada no pensamento de Schumpeter sobre inovação, é adaptada para o campo social. O "Empreendedor do Futuro" formado pelo IEF identifica ineficiências sistêmicas e desenha soluções que tiram o sistema da inércia. Seja fundando uma startup ou liderando um projeto público, o egresso IEF deve ser um polo de movimento.
Finalmente, nossa identidade estratégia consolida o IEF como um Hub de Soluções Educacionais. Não aceitamos a mediocridade, pois sabemos que nossos alunos enfrentarão os ambientes mais competitivos do mundo. A fundamentação teórica garante que nossa equipe de gestão local em SJC tenha o suporte científico necessário para defender nossa tese perante qualquer conselho académico ou diretoria corporativa.
Matriz de Competências IEF (Mapeamento de Talentos)
Fonte: Dados internos do IEF baseados na avaliação multidimensional de talentos (2024-2025).
3. Tese de Impacto: A Física do Protagonismo
A "Física do Protagonismo" é a nossa teoria de mudança proprietária, estruturada sob a Metáfora da Mesa de Bilhar. Esta tese explica como um pequeno ponto de pressão (o investimento social) pode gerar movimentos exponenciais em sistemas complexos. No centro desta física está a "Bola Branca", o nosso aluno. Ele é o portador do movimento e do conhecimento; sua neurodivergência ou alto desempenho é a massa crítica que, uma vez acelerada, tem o poder de alterar a inércia do ambiente ao seu redor.
Nesta metáfora, as "Bolas Coloridas" representam o sistema social, a família, a escola pública e a comunidade. Frequentemente, esses elementos estão em estado de inércia ou equilíbrio precário devido a problemas estruturais. A tese do IEF sustenta que não é necessário mover cada elemento individualmente de forma manual. Ao capacitarmos a "Bola Branca" para atingir o sistema com a direção e a velocidade corretas, ela mesma se encarrega de provocar as colisões necessárias.
O papel fundamental da gestão e dos parceiros é atuar como o "Taco". Na física, o taco é o transmissor de energia potencial que se converte em energia cinética. O empresário de São José dos Campos não está "dando" algo; ele está aplicando energia num vetor de alta precisão. Sem essa tacada inicial, aporte financeiro, mentoria e suporte a bola branca permanece estática, independente do quão brilhante ela seja internamente.
Esta tese é fundamentada no conceito de Capital Social de Pierre Bourdieu. O IEF atua na conversão de capital cultural (a inteligência nata) em capital social e simbólico. Ao inserirmos o aluno de periferia em redes de influência e educação de elite, estamos alterando o "habitus" desse indivíduo. A "Física do Protagonismo" prevê que, ao mudar a órbita de um único jovem AH/SD, estamos indiretamente mudando a órbita de toda a sua rede de convívio.
Tratamos o "atrito social" (fome, falta de transporte, exclusão emocional) como o principal dissipador de energia. O programa Full-Stack 360º é o mecanismo de polimento da mesa, reduzindo o atrito para que a "bola branca" atinja seus alvos com 100% da força investida. Gerir o IEF é gerir a eficiência dessa transferência de energia tática. Se o aluno não tem como chegar à escola, a energia do "taco" é perdida no atrito da logística ineficiente.
A "velocidade sináptica" superior do aluno AH/SD é o diferencial de massa. Quando essa massa atinge a inércia da escola pública ou da comunidade carente, ela provoca o que chamamos de "Arrasto de Sucesso". Outros jovens passam a ver o sucesso acadêmico como possível. A mesa começa a se reorganizar em torno de um novo centro de gravidade intelectual. O IEF não busca apenas o "ponto" (um aluno formado), mas a reorganização de todas as bolas na mesa social.
Para o investidor corporativo de SJC, a Física do Protagonismo justifica o ROI Social. O investidor entende que sua doação de IR não é caridade, é o fornecimento da energia de ativação para um sistema de alta performance. O empresário torna-se o portador do taco, escolhendo o vetor onde sua responsabilidade social terá o maior alcance geométrico e temporal.
Por fim, a Física do Protagonismo encerra-se com a meta da Liderança Sistêmica. O aluno IEF é treinado para entender que, por ser uma bola rápida e densa, ele tem o dever de impactar o máximo de peças possível. O sucesso dele é medido pelo movimento que ele gera ao seu redor. Em 2026, queremos dezenas de bolas brancas cruzando a mesa de São José dos Campos, rompendo a inércia e redesenhando o futuro da cidade.
A Física da Transformação Social
Investimento em IR e Mentoria Direta da Indústria de SJC.
Aceleração Cognitiva e Suporte Full-Stack 360º.
Impacto Sistêmico, Mobilidade e Inovação Regional.
4. Diagnóstico de São José dos Campos
São José dos Campos apresenta um diagnóstico peculiar que justifica a atuação do IEF. Embora a cidade ostente um IDH elevado (0,807) e o 4º maior PIB do estado de São Paulo, o coeficiente de Gini local revela bolsões de desigualdade onde o acesso à educação de ponta é quase nulo. Existe um muro invisível que separa os centros de pesquisa tecnológica, como o DCTA e o Parque Tecnológico, das comunidades de alta vulnerabilidade, como as regiões das zonas leste e sul.
A cidade é um Cluster de Conhecimento consolidado, segundo a teoria de Michael Porter, porém é um ecossistema que sofre de uma fragmentação estrutural. Enquanto as grandes indústrias atraem capital humano de todo o mundo, a base da pirâmide social local é frequentemente excluída dessa engrenagem. O IEF atua na correção dessa falha de mercado, integrando o potencial intelectual da periferia ao cluster tecnológico nacional.
O diagnóstico educacional aponta que o sistema público, embora superior à média nacional, não possui mecanismos estruturados de enriquecimento curricular para alunos com AH/SD. Jovens com alto desempenho frequentemente são nivelados por baixo, o que resulta em "underachievement", o fenómeno onde o aluno performa abaixo do seu potencial real por falta de desafio adequado. O IEF preenche esta lacuna institucional com densidade técnica.
Nossas diretrizes de operação focam na superação do abismo logístico e cultural. Identificamos que a distância entre os bairros periféricos e os centros de excelência acadêmica não é apenas quilométrica, mas psicológica. O aluno da periferia muitas vezes não se vê como um potencial engenheiro do ITA. O Radar de Talentos do IEF desconstroi essas barreiras, realizando parcerias com diretores de escolas públicas que atuam como nossos olhos nas comunidades.
O suporte Full-Stack 360º é a resposta operacional às barreiras identificadas. Compreendemos que a concessão de uma bolsa de estudos é insuficiente se o aluno não possui meios de chegar ao colégio ou de se manter alimentado adequadamente. A gestão local assume a responsabilidade integral por esses custos, garantindo que o foco do adolescente seja estritamente o seu desenvolvimento intelectual, protegendo o investimento social realizado.
A exclusão cognitiva em SJC gera um "brain drain" (fuga de cérebros) da base. Jovens brilhantes que poderiam estar resolvendo problemas complexos acabam em subempregos ou na criminalidade por falta de perspetiva. O diagnóstico do IEF quantifica essa perda: para cada aluno que não identificamos, São José perde uma patente potencial ou um líder empresarial. O custo da inação é maior que o custo do investimento no Hub.
As diretrizes para 2026 estabelecem que o IEF deve ser o interlocutor entre a Secretaria de Educação e a Indústria. Precisamos transformar SJC em uma cidade cognitivamente justa. O diagnóstico local serve como o argumento de vendas definitivo para as empresas joseenses: não estamos pedindo doação, estamos apresentando a solução para o apagão de talentos qualificados na sua própria vizinhança.
Por fim, o diagnóstico reforça que o IEF deve atuar geograficamente onde a carência é maior. Nossa expansão em 2026 foca na Zona Leste e Zona Sul, onde o contraste com o desenvolvimento tech do centro é mais gritante. Levar o Hub para estas áreas é um ato de justiça cognitiva e eficiência econômica, trazendo a periferia para dentro do motor de inovação do Vale do Paraíba.
Mapeamento de Acesso e Exclusão (SJC)
Fonte: IPEA / IBGE / PNUD (Análise de Desigualdade SJC 2020-2024).
Matriz de Trabalho 2026
Cronograma operacional detalhado para a equipa local de gestão do Hub.
| Período | Accão Estratégica | Operacionalização Interna |
|---|---|---|
| Q1 Jan - Mar |
Energia de Ativação |
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| Q2 Abr - Jun |
Aceleração Cognitiva |
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| Q3 Jul - Set |
Projecto Move a Mesa |
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| Q4 Out - Dez |
Sustentabilidade |
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6. Governação, Gestão de Ativos e KPIs
A governação do IEF em 2026 adota princípios da administração moderna, focada em resultados e eficiência. Utilizamos o conceito de Management by Objectives (MBO) de Peter Drucker, onde cada membro da equipe local possui metas claras que se desdobram dos objetivos macro. A sustentabilidade financeira é tratada como gestão de portfólio de ativos sociais, onde cada doador é um investidor que espera um retorno mensurável.
Ensinamos nossos doadores e gestores que o sucesso não é um "evento", mas um "fluxo". Para monitorar esse progresso, a gestão utiliza dashboards dinâmicos que cruzam dados acadêmicos com indicadores de bem-estar. O acompanhamento é feito em tempo real. Se o "atrito" de um aluno aumenta (queda de nota ou frequência), o sistema dispara um alerta tático para a equipe de suporte socioemocional.
O monitoramento da "Bola Branca" começa pelo rigor técnico. Estabelecemos a Média Mínima Global de 8,0 em colégios parceiros como o piso de desempenho aceitável. No entanto, o acompanhamento vai além: monitoramos a participação em olimpíadas de conhecimento, feiras de ciências e projetos de iniciação científica. O objetivo é medir o enriquecimento que transforma o aluno em produtor de conhecimento.
Um cérebro de alta frequência precisa de um chassi emocional robusto. Utilizamos escalas de resiliência e adaptabilidade para medir como o aluno lida com o "choque cultural" da transição para colégios de elite. Monitoramos o índice de autonomia e protagonismo: o aluno demonstra empatia e colaboração com os pares? Este KPI é vital para garantir que estamos formando líderes éticos e não apenas técnicos brilhantes.
Para os investidores, medimos a eficiência da "Transferência de Energia". Isso inclui o Custo por Aluno com Suporte Pleno versus o Índice de Retenção. Uma taxa de evasão inferior a 5% em 2026 é a nossa meta de compliance operacional. Além disso, monitoramos o índice de conversão de doadores de IR em São José dos Campos, garantindo que a base de sustentabilidade do Hub seja perene e escalável.
O Retorno sobre o Investimento Social (ROI Social) é a nossa métrica suprema. Calculamos o valor presente do investimento total no aluno frente à projeção de sua contribuição econômica futura para a cidade de SJC. Quando o doador vê que seu recurso evitou que um talento fosse desperdiçado e criou um engenheiro que gerará impostos e empregos, ele entende que o IEF é o investimento mais rentável de SJC.
A transparência é exercida através do Boletim do Movimento, um relatório trimestral simplificado que traduz os KPIs complexos em narrativas visuais para os parceiros. Nele, o doador vê a "Física" em ação. Além disso, mantemos um Portal de Transparência onde qualquer parceiro pode auditar as contas em tempo real. A governação do IEF é projetada para eliminar qualquer sombra de dúvida.
As reuniões do Conselho Gestor Local em SJC revisam os KPIs mensalmente. Este conselho atua como um fórum de "ajuste de taco", garantindo que a direção dada à bola branca esteja alinhada com as necessidades do mercado de trabalho joseense. Ensinamos, assim, que a gestão social profissional é uma ciência de precisão que exige dados e método inabalável.
Eficiência Operacional: Retenção e Sucesso
7. Compliance, Marco Legal e Soberania Cognitiva
O IEF fundamenta sua legitimidade jurídica no Artigo 59-A da LDB (Lei 13.234/2015), que obriga os sistemas de ensino a identificar e atender alunos com AH/SD. Este marco legal retira a superdotação do campo do privilégio e a coloca no campo do direito educacional específico. O IEF atua no vácuo desta política pública em São José dos Campos, servindo como o braço executor de um dever estatal que permaneceria apenas no papel.
Nossa atuação é regida pelo princípio da Equidade Radical, conforme amparado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Entendemos que tratar de forma igualitária jovens com potenciais cognitivos distintos é, na verdade, uma forma de negligência. A "Justiça Cognitiva" exige que o sistema ofereça o enrichment proporcional à capacidade do indivíduo. O compliance do IEF garante acesso igualitário à excelência cognitiva.
O conceito de "Soberania Cognitiva" é nossa tese ética central. Defendemos que a inteligência de um povo é um recurso estratégico não renovável. Permitir que mentes brilhantes se percam na inércia social é um ato de autofagia nacional. O IEF atua como um guardião dessa soberania em São José dos Campos, impedindo que o capital intelectual da cidade seja desperdiçado por falta de infraestrutura básica ou suporte emocional.
Em termos de governação legal, o IEF mantém um rigoroso protocolo de Protecção de Dados (LGPD), especialmente no que tange ao diagnóstico clínico de neurodivergência de menores. Toda a documentação dos alunos é tratada com sigilo absoluto, acessível apenas à equipe técnica. Este compliance garante a segurança das famílias e a integridade do instituto diante de órgãos fiscalizadores joseenses.
As parcerias com colégios de elite e empresas são formalizadas através de Termos de Cooperação Técnica e Ética. Esses documentos garantem que o aluno IEF seja integrado aos ambientes de alta performance sem sofrer discriminação. O compliance monitora ativamente o ambiente de inserção para prevenir o burnout escolar, garantindo que o desenvolvimento intelectual ocorra em harmonia com a saúde mental.
Nossa conformidade com as diretrizes do CMDCA de São José dos Campos é o pilar da nossa transparência institucional. Ao registrarmos nossos projetos e prestarmos contas anualmente, validamos nossa tese de impacto perante a comunidade jurídica e social da cidade. O IEF não opera na marginalidade da caridade; opera no centro do marco regulatório, utilizando a lei como trilho seguro para o doador.
O IEF adota uma postura de Advocacy Legislativo, colaborando com a formulação de diretrizes locais para o atendimento a superdotados. Entendemos que nossa experiência prática em SJC pode informar políticas públicas municipais mais eficientes. O compliance, portanto, não é apenas passivo (seguir a lei), mas ativo (ajudar a construir marcos legais). Essa postura nos posiciona como parceiros técnicos do poder público.
A ética do IEF estabelece que a inteligência é um bem comum que deve ser utilizado para a Transformação Sistêmica. Nossa soberania cognitiva não visa a criação de uma casta isolada, mas de líderes comprometidos com o Brasil. O compliance final da organização é com o resultado social: garantir que cada adolescente formado pelo Hub retorne à sociedade o investimento recebido através de inovações e ética.
SOBERANIA COGNITIVA
"A proteção deliberada da inteligência AH/SD como um recurso estratégico de segurança nacional e desenvolvimento regional, garantindo que o potencial cognitivo não seja dissipado pelo CEP de nascimento."
8. Plano de Comunicação e Mobilização de Recursos
A comunicação no IEF não é entendida como mera divulgação, mas como uma ferramenta de Gestão de Ativos e Mobilização de Capital Social. Em São José dos Campos, onde a racionalidade técnica impera, o discurso da organização deve abandonar o apelo puramente emocional e abraçar a lógica do "Investimento de Alto Retorno Social". Nossa meta é posicionar o IEF como o parceiro ideal para agendas de ESG e para cidadãos que buscam impacto real.
A estratégia baseia-se na teoria do Marketing Social de Philip Kotler, com o refinamento do Branding de Causa. O IEF deve ser percebido como um "Selo de Inteligência": ao investir, o doador compra uma cota de participação no futuro intelectual do país. Esta narrativa é essencial para engajar o empresariado do polo tecnológico, que valoriza a eficiência e a escalabilidade, mostrando que o desperdício de um cérebro brilhante é prejuízo económico.
Segmentamos os doadores em três frentes: Empresas de Lucro Real (PJ), Pessoas Físicas de Alta Renda (PF) e PMEs locais. Para as corporações (Lucro Real), focamos na segurança jurídica da destinação de até 1% do IR devido. Para o cidadão joseense (6% do IR), focamos no orgulho do polo aeroespacial e no pertencimento a uma elite que cuida de seus pares mais jovens em vulnerabilidade. SJC é nossa base de conversão prioritária.
O Stewardship (cuidado com o doador) é o que garante a perenidade financeira. Implementamos a "Régua de Relacionamento do Impacto", onde o doador recebe atualizações mensais sobre o progresso de sua "bola branca". Se o aluno patrocinado tira uma nota exemplar ou ganha um prêmio, o doador deve ser o primeiro a saber. Isso tangibiliza o investimento social e cria um vínculo indissociável entre o empresário e o Hub de Talentos.
Nossos canais digitais, com foco no LinkedIn, estabelecem o IEF como um Thought Leader no Vale do Paraíba. Publicamos artigos técnicos sobre AH/SD e desenvolvimento humano, atraindo o interesse de gestores de RH e CEOs que buscam soluções de longo prazo para a escassez de lideranças qualificadas. No IEF, a imagem comunicada é de força, foco e futuro tecnológico.
A campanha anual de Imposto de Renda é o motor de caixa do instituto. No Q1, a comunicação foca na facilidade da destinação para PF; no Q4, a ofensiva é B2B para o fechamento fiscal das empresas. Criamos o guia "Tacada Legal", desmistificando o processo de doação. O objetivo é reduzir o atrito cognitivo do doador: destinar para o IEF deve ser uma decisão financeira inteligente e simples.
Eventos como o Demo Day e o Jantar da Tacada de Mestre são momentos de celebração e networking de alto nível. Nesses espaços, o doador encontra seus pares e vê o IEF como uma rede de prestígio social. A comunicação destes eventos deve ser sofisticada, reforçando que o IEF é uma organização de elite para desenvolver talentos de elite da base. O prestígio de estar associado ao IEF é um ativo de marca.
Por fim, a mobilização de recursos em 2026 visa a criação de um Endowment Fund (Fundo Patrimonial). Queremos garantir que o IEF seja perene, independente de ciclos económicos. A comunicação estratégica deve convencer os grandes filantropos de SJC de que o IEF é a arquitetura definitiva do futuro da cidade. Estamos construindo um legado intelectual que sobreviverá a nós, movendo a mesa social para as próximas gerações.
Referencial Bibliográfico e Técnico
- RENZULLI, J. S. - The Three-Ring Conception
- GARDNER, H. - Multiple Intelligences
- SINGER, J. - Neurodiversity: The Birth of an Idea
- BANDURA, A. - Self-Efficacy Theory
- BOURDIEU, P. - The Forms of Capital
- PORTER, M. E. - Clusters and Competition
- DRUCKER, P. - Managing Non-Profit Organizations
- KOTLER, P. - Social Marketing Framework